26 de Fevereiro de 2009

Nunca Mais, Diz Nunca Mais....



Ser parte do ser, do ouvir as palavras perdidas no vento. (que se calem as lágrimas).
Fazer parte da obra que se ergue enquanto o muro cai, quando se esbarram as tijoleiras de dor e tortura.
Sair daqui, fugir de mãos dadas bem rente ao sol, alcançar horizontes de paz. Longe do soar estridente da lágrima, perto do pulsar do sangue quente. Estar no peito, encostar as mágoas no ombro que nos afaga as dores, que nos arrefece a raiva e nos limpa o ódio.
Paz.....
Estar, fazer para acontecer, para ser maior que isso. Bem maior que o Homem que larga a causa repousando no mármore. Frio, gelado e bem longe das canções de amar, do morder a vida em pequenas dentadas de saudade.
Paz...
Sabor dos lábios molhados, salgados das memórias sangrentas de tanta imagem dorida e tanta, tanta dor.
Ser só por ser, querer para morrer, morrer para sorrir. O que está para vir?
O que ainda está para vir?
Paz...
Muito longe da...
Paz....


Dos mil homens que repousam imunes, nem um das trevas escapará...

2 Crónicas:

P´ Akila disse...

Sioux...
procuras paz meu querido? ou terei eu entendido mal...
que procuras afinal...

gosto de te ler...
de te ouvir...

escarlate.due disse...

2 000 só?
benevolente que tu és...